Em tempos em que discutimos como a crise deve afetar as empresas brasileiras, não é raro vermos nos noticiários, representantes dos setores de comércio, serviços, da indústria e do agronegócio pautados para o assunto. E, ao mesmo tempo em que as empresas aparecem na mídia, cortam-se “as despesas” relacionadas à comunicação. Afinal em tempos de retração e corte de despesas, a estratégia parece óbvia e a lógica correta. Mas é aí que os empresários tropeçam. Apostar em manter a boa gestão da marca é a melhor maneira de se resguardar dos prejuízos.
Estar na mídia para falar de crise pode ser interessante para os especialistas e consultores de mercado, mas para empresas, sejam públicas ou privadas, ficam demonstradas a inabilidade de ultrapassar por esses percalços. A imagem do negócio é apresentada com insegurança, e não é só para o público externo, os colaboradores da sua empresa também se sentem ameaçados e temerosos de que esse quadro negativo afete em cheio os empregos deles.
A comunicação empresarial bem feita é ferramenta singular e de inteligência para as empresas. Já se foi o tempo em que ter uma assessoria de comunicação era só manter um relacionamento com os jornalistas. Hoje, elas acabam fazendo muito mais, organizam eventos, preparam seus assessorados para estar na mídia e criam novas ferramentas que maximizam receitas e ajudam aos empresários a obter diferentes parceiros e clientes.
Em tempos de crise, é preciso aparecer, mas aparecer bem, de forma que seus clientes tenham confiança no trabalho que a sua empresa exerce e que os parceiros estratégicos continuem apoiando o trabalho da instituição e, conseqüentemente, investindo nos projetos realizados pela sua empresa.
*Fabiane Sato, jornalista e empresária
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