Campo Grande,
06/09/2010
 
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  Leitura de rótulos torna-se um hábito cada vez maior entre consumidores
por: Marcele Aroca
 

Com a crescente preocupação com a saudabilidade, pesquisas apontam que o ato de ler os rótulos dos alimentos tem se tornado um hábito entre consumidores. O levantamento é do LatinPanel para a Associação Brasileira de Embalagens – Abre, no qual constatou-se que 82% das donas de casa já leram rótulos de produtos. Sendo que, 39% afirmam sempre fazê-lo.

“Sou um consumidor bem atento aos rótulos dos produtos. Confiro tudo: peso, preço, marca, validade, informações nutricionais e tudo o que colabore para uma alimentação saudável”, confessa o administrador Vanderlei Franco.

Já a professora Ione Gonfim diz que observa mais o valor energético e a quantidade de gorduras de determinado produto: “Sempre olho a embalagem, é preciso buscar alimentos mais saudáveis”, frisa.

Em uma das lojas da Rede Econômica de Supermercados, localizada em Campo Grande, o gerente Roberto Luiz Duarte conta que os consumidores estão cada vez mais exigentes. “Além de ler, eles procuram nossos funcionários e fazem questionamentos sobre os produtos, principalmente no que se refere a alimentos. O cliente de hoje, faz compras conscientes”, afirma.

Isso não significa que todos compreendam o que lêem nos rótulos. O Disque Saúde, do Ministério da Saúde, apontou um estudo que alega que apenas 38% das pessoas que fazem a leitura das embalagens entendem as informações. E a nutricionista Lílian Lopes Batista fala que o que as pessoas mais olham é a quantidade de calorias. “Infelizmente, elas acham que comendo alimentos com menos calorias estão se cuidando para não engordar”.

Lílian chama a atenção para o fato de que o consumidor não sabe exatamente os benefícios de cada nutriente contido nos alimentos. “As pessoas conhecem mais os que estão na mídia como fibras, ômega 3, fitoterápicos e chá verde, mas é difícil entender por exemplo, que existe gordura boa, que carboidrato não é só pra engordar e que proteína não está presente somente na carne”, explica. E finaliza dizendo que de qualquer modo, o fato de aumentar o número de pessoas que lêem as embalagens de alimentos é positivo, pois mostra que elas estão se preocupando mais com a  medicina preventiva.

 
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